Cem anos de solidão

Cem anos de solidão Gabriel García Márquez




Resenhas - Cem Anos de Solidão


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Brenda 05/08/2020

Me fez pensar sobre o que é solidão?
De acordo com uma pesquisa rápida no dicionário do Google, o termo se refere ao "estado de quem se acha ou se sente desacompanhado ou só; isolamento". Acredito ser famoso o pensamento de que estar isolado pode acontecer na companhia de diversos corpos e a leitura desse livro me pôs em reflexão nesse sentido. Terminada a última página, fui assistir ao discurso do Gabo na cerimônia em que ganhou seu Nobel de literatura, por causa dessa obra, e todos os confusos sentimentos que me acompanharam durante a leitura brotaram pelos meus olhos... Aos montes. "[...] tamanha é nossa solidão" (Garcia Marques, 1982).
Não sei se consigo resenhar melhor do que o próprio texto de apresentação daqui do skoob que diz: "Neste, que é um dos maiores clássicos de Gabriel García Márquez, o prestigiado autor narra a incrível e triste história dos Buendía – a estirpe de solitários para a qual não será dada uma segunda oportunidade sobre a terra. [...]". A história escancara nossa épica jornada contra o tempo, que nos trai e obriga a tosca repetição de paixões, das mais diversas.
Aqui trago um trecho do livro que – para mim – representa muito da impressão que a história deixou: "[...] Era como se Deus tivesse resolvido pôr à prova toda a sua capacidade de assombro, e mantivesse os habitantes de Macondo num permanente vaivém entre o alvoroço e o desencanto, a dúvida e a revelação, até o extremo de ninguém conseguir saber ao certo onde estavam os limites da realidade" (pg. 244). Continuo marcando "SEM SPOILER", pois mesmo com o fragmento do texto, não dá para ousar pensar que isso estragaria a experiência da leitura. Seria reduzir a complexidade dessa obra. Nesse sentido, não é fácil de ser lido. Eu entendo os abandonos. Mas recomendo fortemente que você insista. Esse livro me mudou, de alguma forma. Espero que o mesmo aconteça com você, que leu até aqui.
Gabo escrevendo sobre mágica, colocando paixão na escrita, trouxe para o mundo denúncia, absurdo, amor e a recursividade do tempo sem tirar os pés de casa: a poesia. Que livro incrível, que experiência fantástica! Fui influenciada a ler por diversas vias. A mais distante delas nas resenhas e leitura coletiva da Isabela Lubrano do canal (Youtube) "Ler antes de morrer". Se você tem dúvidas se deve começar a ler, dá uma passadinha no canal dela, que sem spoilers ela conta um pouco sobre o livro, sobre Gabo, despertando toda a paixão que você nem sabia que sentia. E por fim, ótima leitura!
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izabelgbeltrao 16/03/2021

O livro mostra a vida de uma família, que com o tempo, se desenvolve, junto com a pequena região que eles moram. Gabriel García descreve a solidão, não como algo que deve provocar tristeza, mas sim como algo inerente ao ser humano. Pessoas entram e saem da sua vida, e a única pessoa que fica, é você. ?Choveu durante quatro anos, onze meses e dois dias.? Amei o livro, nota 10.
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Mauricio Gonçalves 09/04/2021

100 anos querendo que o livro não tivesse terminado
O livro é sensacional. Posso até compreender quem o tenha abandonado nas primeiras 100 páginas, não por ser um início ruim, mas devido o livro não ter um objetivo claro inicial como a maioria das obras, onde se identificam personagens, motivações, enredo e ambientação. E aí é que está a mágica desse livro, pra quem o abre, assim como eu, sem saber de nada disso previamente. É uma história simples, uma novela, um acompanhamento do cotidiano, não é o conto clássico do herói, seu passado desconhecido, sua decadência e ascensão. É apenas uma onipresença num cotidiano familiar incrível, cômico, trágico, depressivo, revolucionário e acima de tudo comum, que de certo modo toda família se identifica total ou parcialmente.

Quando eu digo comum, não falo dos acontecimentos, que são, em grande parte, atípicos. O comum vem das preocupações individuais e da reação às mudanças, que independentes das situações, fazem parte de todo ser humano.

O que para alguns pode parecer confuso também é a escolha dos nomes. A repetição infinita de Josés Arcadios e Aurelianos pode desviar a tenção da leitura, porém é o núcleo de todo o teor cômico do livro e uma vez familiarizado o próprio leitor já quer batizar os personagens que venham a aparecer com os mesmos nomes. Após a leitura acredito ser impossível não querer reler montando graficamente uma árvore genealógica

O livro oscila muito entre a comédia e o drama, inclusive os mistura num enredo que te traz surpresas, risadas e preocupações ao mesmo tempo. Tudo é devidamente medido e preciso (nos dois sentidos), tudo se encaixa de uma maneira primorosa, mesmo com a característica de brincar com a linha do tempo, o que às vezes gera confusão. As idas e vindas súbitas no tempo traz a sensação de início para todas as ações, bem como aumenta o sentimento de onipresença.

Os personagens são excelentes, muito bem trabalhados em suas individualidades e em suas semelhanças, características dos Buendías. Isso faz com que o leitor se apegue demais a todos eles, acabando por compartilhar seus sentimentos. O que muda com o humor do leitor ao longo das páginas. A parte ruim disso é que o final se torna mais triste do que simplesmente ter lido algo triste, é uma despedida sacrificante não só do livro, mas como de todo um universo que o leitor viveu.
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Lu 14/01/2022

Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais
Ok, eu tenho muita coisa pra falar sobre esse livro.
Primeiramente a escrita do Gabo é realmente impecável, é tão poética que faz as menores coisas parecerem coisas grandiosas (e as vezes elas realmente são). Aliás eu realmente não sei como ele conseguiu deixar a solidão e o esquecimento como sentimentos tão palpáveis nesse livro, além de criar esse narrador continuo que nunca perde o fio da meada e trás referências de acontecimentos passados, futuros e presentes o tempo todo.

Além disso todos os subtemas presentes na história da família Buendía são retratados magistralmente, a maldição que os nomes carregam, a força das personagens femininas, a confusão de ideais, a impossibilidade de se reerguer perante o abandono, a inacessibilidade da informação, fatos e massacres que são apagados da história devido a intenção de privilegiar determinada classe ou políticos e além de tudo isso um realismo mágico na medida certa e trabalhado absurdamente bem. E esse final, meu Deus, que perfeição.

Realmente merece as 5 estrelas, apenas não favoritei o livro devido ao fato de achar levemente arrastado e maçante algumas vezes, mas fora isso, vale a leitura demais.
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Raul 14/06/2020

Meu livro preferido da vida!
Cem Anos de Solidão é considerada a principal obra do colombiano Gabriel García Marquez (apelidado de Gabo), vencedor do prêmio Nobel de Literatura do ano de 1982. Essa obra, uma das mais traduzidas do mundo, é considerada uma das mais importantes da literatura latino-americana, e uma das percursoras do chamado realismo mágico.

Em Cem Anos de Solidão acompanhamos a criação e decadência da cidade fictícia de Macondo - presente em várias obras do Gabo - assim como a vida de várias gerações de uma família fundadora da cidade: os Buendía-Iguarán. Guerras civis, amores, mistérios, milagres, tragédias, fantasias, adultérios, enfim. É um livro que traz infinitas temáticas.

Terminei de ler esse livro a mais de uma semana mas ainda estou tentando digerir a qualidade e genialidade dessa obra. Cem Anos de Solidão é um livro frenético. Cada linha escrita é repleta de informação e de história. A escrita de Gabo é tão encantadora - literalmente - que você fica vidrado nos acontecimentos fabulosos que ocorrem naquela cidade. A construção dos personagens caricatos sem perder a profundidade, várias vezes me lembrou a mesma atmosfera que eu senti quando assisti pela primeira vez O Auto da Compadecida - filme que eu amo! Uma aura fantasiosa em que absolutamente tudo pode acontecer, sem tornar menos real as problemáticas mostradas (pelo contrário!).

Pra mim ainda é muito difícil falar sobre esse livro que se tornou o meu preferido da vida. É um livro que merece ser lido e relido repetidas vezes, tamanho as informações contidas e temas para serem analisados. O que eu posso dizer é que não percam tempo e leiam essa obra tão incrível da literatura latina.
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hell 12/05/2020

Uma obra de arte
Essa leitura não foi fácil para mim uma vez que era um livro fora da minha bolha porém é um livro que foi me encantando com sua narrativa poética e verdadeira. Não é atoa que é a segunda melhor obra da língua espanhola.
Um texto carregado de paixão, compaixão, poesia e solidão.
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Maria Clara Mendes 31/12/2020

Esse livro não veio a toa para o mundo
Cem Anos de Solidão - Gabriel Garcia Marques

Sem dúvidas, a melhor leitura do ano.

Esse livro vai contar a trajetória de uma família em uma cidade fictícia. Os Buendía. Cem anos não é a toa, é justamente o tempo dado a eles nessa terra.

Solidão aqui, nada tem a ver com o sentimento supercial de estar só. Aliás, de supercial esse livro não tem nada. E é esse o inferno. Você não é poupado de nenhum detalhe nesse livro. Você fica cara a cara com situações cotidianas que de tanto a gente glamourizar nesse século, parecem surreais. Cai tudo por terra.

Gabriel deixa ainda a nostalgia como plano de fundo e você se vê revisitando esse sentimento infinitas vezes. É realmente um plano de fundo. Não tem fim.

É um cotidiano de uma cidade fictícia, contudo, certamente pode representar a minha e a sua em diversas passagens, não pelo cotidiano, mas pela relações impostas entre o poder e os apoderados. É um clássico.

Me senti diversas vezes perdida com os nomes dos personagens nesse livro, mas simplesmente você vai descobrir que tudo tem um porquê. São muitos sentimentos reunidos e a conclusão que eu tiro é a de que não temos vivido como deveríamos.

Acabei e já planejo a releitura.
Carol 02/01/2021minha estante
Que resenha incrível, me deixou com muita vontade de ler.


Maria Clara Mendes 03/01/2021minha estante
Muito obrigada, Carol. Que bom que você gostou. Gabo desperta isso na gente mesmo. Você não vai se arrepender. ?




Tana 02/02/2022

Tudo é ciclico
Livro genial. Gabo vai descortinando toda a nossa América Latina. Nos  reconhecemos em costumes e superstições, nos mandos e desmandos, nas inúmeras guerras sem propósito, na exploração vestida de desenvolvimento, no isolamento de Macondo.As personagens são as mais variadas com uma gama de mulheres fortes, seja Úrsula na condução de toda a família numerosa, ou as particularidades de Amaranta, Remédios, Fernanda.... assim como as prostitutas que permeiam todo o romance e vão se fundindo e incrementando as gerações dos Buendia. A casa da família que é viva e abriga os segredos, os vivos e os mortos. Sem esquecer de Melquiades, da vida de cigano, alquimista e de suas previsões no pergaminho. Tudo é cíclico, bonito e violento mas de uma beleza e leveza inigualáveis.
Dea 02/02/2022minha estante
Que texto lindo. Amo muito esse livro. Gabo é maravilhoso demais.


Tana 02/02/2022minha estante
Foi muito boa essa experiência com o Cem anos!! que a gente consiga encontrar mais livros assim, né!!


Dea 02/02/2022minha estante
Dessas leituras inesquecíveis. Eu esqueci as miudezas da narrativa, mas a sensação ela não desaparece. Impressionante.




Maria Cristina 23/08/2021

Família Buendía
??que a história da família era uma engrenagem de repetições irreparáveis, uma roda giratória que teria continuado dando voltas até a eternidade, se não fosse o desgaste progressivo e irremediável do eixo?

Essa citação representa, ao meu ver, a alma desse livro extraordinário. Os personagens tem não só o mesmo nome dos seus antepassados como também o mesmo destino: a Solidão, condição irremediável do ser humano. ?O livro traz a má reflexão amarga da repetição da narrativa e da história humana?
Demorei um monte pra terminar de ler, principalmente pq sempre me perdia sobre qual Buendia era aquele que estava lendo, mas todas as vezes que eu voltava a ler eu ficava mais fascinada. O tempo no livro é abordado de forma muito fluida e mesmo que os ciclos estejam sempre se repetindo a narrativa é cheia de novidades. Gabo aborda assuntos complexos usando cenários absurdos e divertidos. Com certeza um dos melhores livros que já li e que com certeza lerei de novo.
?e que tudo que estava escrito neles era irrepetível desde sempre e para sempre, porque as estirpes condenadas a cem anos de solidão não tinham uma segunda chance sobre a terra?
Dica: Se for ler esse livro, se dedique apenas a ele, o tempo e o nome dos personagens pode tornar a leitura confusa se feita em grandes intervalos de tempo.
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Bruna 04/03/2024

Tudo que um livro tem para oferecer não chega perto desse!
Cem anos de solidão foi para mim uma experiência inigualável. Como uma grande admiradora de clássicos que sou, me lancei a essa leitura mesmo com receio de ter dificuldade para ler e compreender todas as alegorias criadas por Gabo, mas todo o medo se tornou vazio desde o meu primeiro contato com a obra. Me senti parte da família, como um parente silencioso bem colocado na história e capaz de perceber tudo e a todos. O livro como um todo foi escrito de forma tão genial que, por várias vezes, me causou certa culpa por não perceber certas dinâmicas e acontecimentos dentro da autêntica família Buéndia, mas causou também alegria, tristeza, desespero, medo e todas as amarguras sentidas pelos personagens da trama. A escrita de Gabriel é extremamente assertiva e completa, com um jogo de palavras que mais que apenas bonitas são poéticas e poderosas. A forma cíclica como a história ocorre, as construções de personagens complexos e cheios de personalidade e a ambientação que mistura o conhecido com o desconhecido, tornou difícil a tarefa de encontrar livros tão bons quanto esse. Esse foi sensacional!
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Darlon.Coqueiro 27/05/2020

Ja sou um Buendia!
No universo da fictícia aldeia/vijarejo/cidade de Macondo vive a "estirpe de solitários para a qual não será dada uma segunda oportunidade sobre a terra", onde são descritos momentos diversos e cíclicos de sete gerações da família Buendía.

Uma autêntica enciclopédia do imaginário, com diversos e perfeitamente escolhidos recursos literários, temos em seu gênero, o realismo mágico, uma obra das consideradas maiores de todos os tempos. Vale a leitura!
bibliostella 27/05/2020minha estante
Terminei ontem. Amei!




Dtorreshp 04/12/2020

Cem Anos de Solidão
Comecei a ler o livro em maio em uma leitura coletiva proposta pelo canal ?Ler antes de morrer?, porém com o passar das páginas não me conectei com a história e nem com os membros da família Buendia e acabei abandonando a leitura quando já estava na metade da história, o que me causou uma frustração por não ter levado a leitura até o fim dessa obra aclamada. Resolvi dar uma segunda chance para o livro e não me arrependi. Em certos momentos me vi perdido porque todos os homens da família Buendia carregam o mesmo nome, mas depois que peguei o jeito a leitura fluiu. A história é cheia de acontecimentos fantásticos baseados em tristes realidades. É sem dúvida uma história deprimente e quando eu cheguei ao fim da saga dos Buendia me senti vazio e solitário. O livro é muito poético e a escrita do Gabriel Garcia Marques é linda d+. As mulheres dessa obra são espetaculares, as melhores passagens do livro é quando elas estão presentes, todas são marcantes.
Ananias 08/12/2020minha estante
Um dos meus preferidos!!!


Raphael 16/12/2020minha estante
No meu ranking pessoal, Cem Anos de Solidão é o meu número 2 de melhores leituras da vida. Espetáculo de livro. Sobre o que você comentou, dos nomes: eu iniciei a leitura uma vez e me perdi a determinada altura entre os Aurelianos e os Josés Arcádios. Retornei ao princípio e li o livro construindo, paralelamente, a árvore genealógica da família Buendía. Ajudou demais e tornou a experiência de leitura ainda mais bacana.




Juciara.Moreno 09/05/2020

Há anos vinha querendo ler esse livro, mais pela fama que o precede do que por qualquer resumo da história.
Nesse livro vemos a trajetória da família Buendía que tomou corpo mais ou menos quando Úrsula Iguarán e José Arcádio Buendía se casam e viajam em busca do mar acompanhados de outras pessoas que viriam a ser os fundadores de Macondo, local onde se passa a narrativa.
Vemos diferentes Arcadios, Aurelianos, Úrsulas, Amarantas e Remédios nascerem, dando origem a sete gerações de Buendías. Confesso que tive que anotar quem era filho de quem pra não me confundir. A repetição de nomes acaba por refletir a repetição de personalidades e características físicas dos personagens.
É um livro que faz jus à fama que tem.
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Tati.Tatiana 30/10/2023

O tempo não passa, ele dá voltas
MA.RA.VI.LHO.SO !!
Que leitura incrível, meu primeiro contato com Gabo e eu amei a escrita dele
Aqui vamos acompanhar a família Buendia por 7 gerações.
Na cidade de Macondo temos uma representação da america Latina e suas histórias.
Gabriel tmb usa muitas analogias com textos bíblicos, percebemos isso em várias passagem do livro.
Um livro que fala sobre a circularidade do tempo, onde os eventos se repetem e os nomes tmb rs
A forma como ele aborda a solidão em cada personagem de formas diferentes.

Leitura incrível que vale muito a pena !
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