A redoma de vidro

A redoma de vidro Sylvia Plath




Resenhas - A Redoma de Vidro


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AndressaSrta.LerLivros 29/05/2024

Aquilo tudo era parte de mim
"Um sonho ruim. Para a pessoa dentro da redoma de vidro, vazia e imóvel como um bebê morto, o mundo inteiro é um sonho ruim. Um sonho ruim. Eu lembrava de tudo. Talvez o esquecimento, como uma nevasca suave, pudesse entorpecer e esconder aquilo tudo. Mas aquilo tudo era parte de mim. Era a minha paisagem."

Esse livro é um retrato de como a depressão clínica age silenciosamente. Como qualquer outra doença, ela começa aos poucos e vai piorando gradativamente.

Esther era uma garota muito inteligente. Para a mãe e a sociedade, ela tinha um leque de opções. Ela só precisava escolher e ser a melhor naquilo que escolhesse. O futuro incerto e as cobranças externas acabaram com a sanidade de Esther.
Primeiro chegou a paralisia, que a deixou à mercê de situações extremas lutando para sentir algo. Depois, a apatia. Logo, não havia mais sentido em nada.

Uma produção densa, poética e extremamente triste. O retrato de uma alma em sofrimento.
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Beatriz.Nizara 29/05/2024

Maravilhoso e angustiante
Que belíssimo livro, Sylvia consegue retratar a depressão de uma maneira crua, sua própria história, uma mulher corajosa para sua época. Entretanto, não podemos ignorar certos problemas, a autora claramente era racista, e é super incômodo a maneira como descreve o único personagem negro de seu livro, por isso não é 10/10
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Huara_ 29/05/2024

?????
Que escrita genial!!

Um tema pesado, questionamentos e pontos tão importantes retratados de uma forma que te faz querer saber mais sobre a personagem principal, através de uma escrita íntima.
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gdilua 29/05/2024

Angustiante e envolvente
Eu terminei de ler agora e não consegui esperar o dia amanhecer pra escrever sobre a experiência que foi ler esse livro. Eu simplesmente amei a forma em que a Esther (protagonista) misturava os acontecimentos atuais com divagações ou com os acontecimentos passados, é um livro que demonstra a espiral que ela entra, com suas nuances, seus pensamentos desajeitados de dúvidas, é algo muito forte que é muito difícil de sair. Depois da leitura fiquei curiosa sobre a autora e descobri a história dela, A Redoma de Vidro é uma semi autobiografia da Sylvia, o que me fez entender como ela pôde explicar certas sensações tão bem - porque ela passou por aquilo.
Eu gostei muito da história, gostei de acompanhar a Esther, senti falta da Doreen nos primeiros momentos, mas depois entendi que esse não era um livro que teria plot ou personagens super envolvidos durante a obra inteira, até porque a Esther é bem apática e indiferente com as pessoas ao redor dela. Apesar de abordar temas sensíveis, achei uma obra sensível, que pode passar muitas mensagens, me conectei muito com a história principalmente na segunda metade, ela deixa de lado o ar decadente jovial em uma cidade grande e entra numa decadência psíquica muito decorrente do passado, mas também das incertezas do futuro.
Me deixou ansiosa para minhas próximas leituras da Sylvia Plath e entendi o motivo da obra conversar tanto com o psicológico feminino que tanto comentam por aí.
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giovanna 29/05/2024

A árvore de figo
Esse livro me destruiu. Como alguém depressiva e ansiosa, não sei nem descrever o que senti. É cru demais, sensível demais, curto demais. Pesado, mas mexeu comigo de um jeito avassalador. Ainda estou pensando na árvore de figos e temendo que minha redoma nunca mais se levante (tal qual a autora)
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isa_tami636 28/05/2024

Mutação da minha redoma de vidro, imutável ao que já foi
Me recuso absolutamente a falar sobre esse livro, a comentar minhas opiniões sobre ele, sobre Ester Greenwood, sobre Sylvia Plath, sobre tudo o que ele traz. Isso iria me quebrar em cacos para quebrar os outros, de sangrar e apodrecer figos, de invalidar o sentimento de ser e saber. Sou outra pessoa depois dessa leitura, sim, mas não precisamos falar disso (terminei de ler em pdf pirateado e vou atrás de uma versão física para ler de novo o quanto antes)
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Giovanna2061 28/05/2024

O que é a redoma de vidro?
"Talvez o esquecimento, como uma nevasca suave, pudesse entorpecer e esconder aquilo tudo. Mas aquilo tudo era parte de mim. Era a minha paisagem"

Estar numa redoma de vidro é ver-se segura dentro da própria fragilidade; é fechar-se para todas as suas expectativas e ver o mundo por lentes distorcidas.

Esther é complexa - tem ansiedade em cada pensamento, tem a certeza de estar perdida, sabota a si mesma várias vezes... ela também julga muito e é extremamente pessimista; mas, também é muito inteligente, perspicaz e, até mesmo, sensível em determinados trechos. Facilmente identificável.

Na minha experiência, foi uma leitura totalmente lenta, porém, não poderia ser diferente. O processo de depressão é lento, monótono, triste - tudo externalizado muito bem por Sylvia Plath.

As 3 estrelas também foram pela minha experiência, muitas vezes eu queria que ela saísse um pouco dessa redoma e percebesse que o mundo existe fora dela.
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bibi156 28/05/2024

Virou um dos meus fav
acabei de terminar minha leitura e chega a ser desafiador descrever como esse livro me impactou de diversas maneiras diferentes, em inúmeros aspectos fui colocada a precisar refletir sobre meus próprios sentimentos, uma vez que, eles estavam sendo detalhadamente sintentizados em formas de palavras a cada página que passava.
sylvia plath consegue usar uma linguagem hipnotizante, não conseguia dormir pensando em devorar esse livro inteiro e quando não tinha tempo para vê-lo minha cabeça estava trazendo à tona trechos da obra, em pequenos momentos que conseguia reconhecer a semelhança do meu cotidiano com o que estava sendo descrito na minha leitura.
e tudo isso se torna ainda mais impactante pela própria vivência da autora e da profundidade de suas emoções sendo refletidas em sua escrita. sinto que consegui verdadeiramente sentir no fundo do meu coração e estômago toda a amargura vivida por sylvia plath. são poucos os livros que já encontrei que uma escritora conseguia transmitir a essência do seu âmago tão sinceramente. uma experiência marcante e única, todo ser humano devia ler a redoma de vidro uma vez em sua vidinha.
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Súh 27/05/2024

"Devia haver um ritual para quem nasce novamente " palavras de Silvia Plath . Termino o livro com o coração destroçado ao lembrar que semanas depois de escreve-lo a autora terminou com sua própria vida. Esse vai ser sem dúvida um livro que ficará em minha memória para sempre. Muito lindo e triste!
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Gabriel 27/05/2024

Vale a leitura
Como uma autobiografia de uma pessoa com depressão, pode-se imaginar que não é uma narrativa emocionante. Pelo contrário, é monótona e até incômoda às vezes. Todavia, nessa sociedade atual em que os males da mente muitas vezes se sobrepõem aos do corpo, é interessante acompanhar a degeneração psicológica da autora, ainda mais como mulher nos anos 50.
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Vasconcelos0 27/05/2024

Um adeus e um pedido de socorro
Muitos gatilhos e muita tristeza cerca a personagem principal onde acredito fielmente que Sylvia escreveu essa carta de despedida pra ela mesma.
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dodoortony 26/05/2024

O impacto certeiro de Sylvia Plath
Comecei a ler o livro alguns meses atrás no formato digital, mas, por algum motivo que não me lembro exatamente, desisti. Uma querida amiga me emprestou a versão física e sinceramente, fico feliz por ter tido a oportunidade de ler essa obra. A forma como Sylvia descreve os sentimentos e as percepções de mundo arrepiam qualquer um que já tenha passado por algo parecido. Esther Greenwood representa, entre muitas coisas, o que é ser uma pessoa resiliente para conseguir sair de sua redoma de vidro.

Por fim, meu coração dói ao saber a história por trás da autora. Acho que torna a experiência mais profunda e séria. Honestamente, não me imagino longe dessa história.
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