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Espelhos Ademir Assunção e Sandro Saraiva


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Cuidado, não cheguem muito perto. Em sonho, pesadelo, delírio ou nas páginas de um livro, Ademir Assunção é um escritor que morde. Qual é a força da mordida do tubarão-branco? Eu não sei, mas a mordida do Ademir Assunção é maior. E agora esse adorável predador da selva paulistana aliou-se a um desenhista que também morde. Qual é a força da mordida do crocodilo do Nilo? Eu não sei, mas a mordida do Sandro Saraiva é maior. Tem leitor que só respeita literatura espichada, leituras longas, às vezes exaustivas. Eu confesso que a experiência me ensinou a ter medo tanto de romanções de mil páginas quanto de um soneto. Um haicai. Um epigrama. Um aforismo. Um conto de palavras poucas, certeiras. A questão não é a extensão, meus amores, mas a índole. Literatura domesticada não late nem morde, não importando o número de palavras. Os textos e os desenhos reunidos nesta minicoletânea, ao contrário, nasceram e viveram nas ruas, nos becos, de mansinhos e domesticados não têm nada. Cuidado, se vocês tentarem fazer um carinho, ficarão sem a mão, isso eu garanto. (Olyveira Daemon)

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