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4.1

2872 avaliações

A Metamorfose

Franz Kafka
73 / 3%
156 / 5%
527 / 18%
891 / 31%
1225 / 43%

Sinopse

A Metamorfose é a mais célebre novela de Franz Kafka e uma das mais importantes de toda a história da literatura. O texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante - o famoso Gregor Samsa - transformado em inseto monstruoso. A partir daí, a história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana - tudo no estilo transparente e perfeito desse mestre inconfundível da ficção universal.
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lara 28/02/2010

kafka é frio, desapegado e genial. para a época em que foi escrito, acho "a metamorfose" incrivel. ja na primeira pagina voce ja descobre que o cara é uma barata. simples assim. uma pena kafka não ter sido um imortal ou algo do tipo, para poder escrever muito mais.

Ricardo 28/02/2010

Metamorfose dupla
Há algum tempo queria ler esse conto que gerou tantas referencias em outros livros, filmes, tirinhas, músicas etc... Comprei uma edição que vem com uma interpretação e lí primeiro o livro e em seguida a interpretação. Fiquei surpreso com a profundidade e sutilezas de uma história aparentemente tão símples. Confesso que se não tivesse lido a interpretação, teria ficado com a impressão de ter lido um livro supervalorizado. Recomendo a leitura do livro e se possível de uma edição com interpretação.

Yago 27/02/2010

A Metamorfose.


O adjetivo Kafkaniano já é uma palavra bastante utilizada quando se quer referir a algo absurdo, incompreensível. Obviamente, sabia que se referia ao autor, Franz Kafka, mas como nunca havia lido antes um de seus trabalhos, não poderia precisar o porquê de seu uso. Não que agora eu seja um grande conhecedor do autor, mas ao ler A Metamorfose, fica claro para qualquer um a razão de ser de criarem um adjetivo pelas características de suas obras.
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O livro diz a que veio logo em sua primeira página: “ Quando Gregor Samsa acordou de sonhos intranqüilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado em um inseto monstruoso.”. A partir daí todos os fatos se desenrolam sem que nada de inesperado se adicione à história. Apesar de, no início, parecer que teremos uma ficção científica, logo vemos que o foco do livro é outro. A transformação de Gregor, um jovem caixeiro-viajante que sustenta sua família, não é o objetivo da obra, e sim mostrar a forma como todos de sua família – e o próprio Gregor – lidam com essa mudança que ocorreu do dia para a noite.
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O mais interessante dessa história é a forma como é contada. Sem apelar a sentimentalismos piegas, e com uma escrita incisiva e simples – tanto em sua estrutura quanto em seu vocabulário – o leito se sente lendo uma história que lhe parece não tão impossível de acontecer, uma vez que ela retrata a parte mais humana que poderia ser retirada dela: o comportamento humano e suas reações.

Eraldo 23/02/2010

Maluco
Dizem que é sobre a ridicularidade da condição humana..Sei lá...!!

Sea 15/02/2010

A Metamorfose - Franz Kafka (By Dália)
O autor conta a história surpreendente de Gregor Samsa que era jovem caixeiro – viajante que vivia com sua família a qual era composta por seu pai sua mãe e uma irmã, ele sustentava a família sozinho. "Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranqüilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso".
Gregor Samsa foi o único a se metamorfosear - se em um enorme inseto (barata), quanto ao valor de ser humano em seguida o amor e o carinho dispensado a ele por seus familiares também se metamorfoseou. De um jovem querido ele passou a ser execrável e nojento do qual sua família sentia vergonha. A família queria se livrar dele, por isso escondia Gregor Samsa, ele precisava desaparecer, pois não passava de um fardo que eles carregavam e por isso achava que Gregor Samsa devia morrer, pois assim eles teriam paz. Neste livro Kafka faz uma profunda análise do valor sentimental e do interesse visível que os seres humanos demonstram ter, não por seus semelhantes, mas sim por pelos bens materiais e no conforto que os mesmos podem proporcionar.Isso nos mostra o desinteresse, a negligencia e o desprezo que a sociedade tem pelos enfermos, pelas pessoas improdutivas, isso pode ser o fator principal exposto pelo autor nesta literatura.

O capitalismo há muito tempo vem corroendo e tornando as pessoas mais ocas por dentro. Nenhum outro escritor do século XX soube expor de maneira tão profunda a angustia e os pesares dos seres humanos. A metamorfose é o retrato de uma sociedade em desespero silencioso.

A metamorfose nada mais é do que uma confissão pessoal disfarçada se pudesse resumir esse tema em uma única palavra, essa palavra seria "alienação". Essa era a maior característica da sociedade que emergiu da Revolução Industrial que era uma sociedade muito diferente daquelas tradicionaisdo passado. É uma sociedade fortemente competitiva, na qual não haveria lugar para o mais fraco, nem para o diferente, como no caso de Gregor Samsa que se encontrava metamorfoseado. A metamorfose ela nos transforma não em inseto mais em seres mais lúcidos e mais abertos para o mundo em que vivemos.

Marquinho 25/01/2010

É magnifico porque é absurdo.
Kafka, é um dos meus escritores preferidos. E A metamorfose foi o primeiro livro que li dele. Fiquei fascinado com o modo como ele conduz a história. Lida de forma singular com o absurdo, o inesperado, o INsolucionável, o paroxismo da loucura diante de uma realidade em que não se tem controle. Marca recorrente nas suas obras em especial no clássico lançado postumamente - O Castelo. A metamorfose é um livro recomendadíssimo, é uma boa análise sobre os comportamentos humanos diante de situações inusitadas. Belo.

Estêvão 07/01/2010

Pequeno perfil de um cidadão incomum
Antes de qualquer coisa, ele não é uma barata, ou qualquer outro inseto que lhe vier à cabeça ao ler o livro A Metamorfose. Foi o mundo que vivia que o fez se sentir assim. Seu nome é Gregor Samsa, um alter-ego de seu criador, Franz Kafka. Logo, esse perfil deveria se chamar, perfis. Sim, perfis, pois não se refere a uma pessoa, ou personagem, mas, além deles há vários outros Samsa ou Kafka espalhados por aí.

Universal. Eis a primeira característica que podemos dar acerca desse caixeiro viajante que em uma manhã viu-se, ou sentiu-se, transformado em um inseto monstruoso. Não podemos dar ao certo sua data de nascimento, mas seu autor nasceu em 3 de Julho (um dia depois de meu aniversário) do ano de 1883. A cidade foi Praga, mas poderia ter sido outras tantas. Fazia parte de uma família onde, fora ele, contava mais três pessoas seu pai, sua mãe e sua irmã. Fora estas estava de passagem uma secretária e alguns hóspedes que alugavam os quartos da casa. Sua família era uma típica família classe média. Gregor trabalhava duro durante toda a semana para ajudar nas despesas de casa. Não se divertia. Não se relacionava com outras pessoas, tinha dificuldade, inclusive, de relacionamento com sua família. Em especial o seu pai. Figura que lhe causava medo e pavor. Era uma meta a ser seguida e, ao mesmo tempo, seu oposto. Era altivo e forte, enquanto Kafka era esguio e magro, indefeso e inseguro.

Gregor, ainda na famosa manhã, sentiu sobre si toda sua dor falar, seus anseios não concretizados gritarem e se ser SER. Ou melhor, seu eu deu seu grito de liberdade, por mais dolorosa que fosse Gregor, naquela manhã, comunicou-se, expressou-se, foi ele. Deixou transparecer o que sentia ao estar no mundo, Gregor tornou-se arte em pessoa, mesmo sendo um vulto de ser. Ele revelou-se. Vítima de um mundo e de seus efeitos Gregor é milhares de jovens que se vê atormentado por uma angústia mundana, nem tão forte como a sua, nem tão fraca como vários rebeldes sem causa que vemos por aí. Mas apenas uma angústia que é angústia por sentir angústia.

Portanto, quando lerem sobre Gregor não o vejam como uma barata ou um inseto repugnante, mas como nós mesmos naqueles dias em que não estamos muito em paz consigo mesmo, veja-o como uma angústia por estar em um mundo que não compreendemos e nunca compreenderemos, veja-o como arte pura e em movimentos. Maus pensamentos sobre ele, já bastam os que ele próprio possui.

Janara 26/12/2009

Nada de formalidade...
Comprei exatamente esta edição, mesmo tendo esse livro em mais outras duas (ambas edições de bolso), só por causa da brochura. Linda.

Eduardo Virgili 22/12/2009

As aventuras da barata Kafka.

flavia 20/12/2009

A cada leitura é um novo detalhe que se observa. O engraçado é que Grgor parece não ter a noção do que aconteceu, ele simplesmente quer se levantar, ir trabalhar e que o patrão entenda a sua situação e não o demita... depois parece que ele simplesmente vive, sem sofrer, só fica lá, esperando que o tempo passe... come, sobe nas paredes...a empregada foi engraçada, com sua sinceridade crua, sua curiosidade sem nojo.


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