Apostas Mortais

Apostas Mortais George R. R. Martin




Resenhas - Apostas Mortais


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Vivendo a Vida 14/07/2017

Apostas mortais
Guerra, confronto e mortes permeiam essa continuação dessa série de livros clássica. Escrita a várias mãos por diversos autores, em conjunto com George, o livro nos fascina a cada página.
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Euflauzino 24/05/2017

A megalomania de um vilão quase imortal

É difícil resenhar livros de séries sem soltar algum spoiler. Então, só para relembrar sobre a trama: Após a detonação de uma bomba alienígena contendo um vírus (qualquer semelhança com o “agente laranja” parece não ser mera coincidência), parte considerável da população é dizimada. Uma parcela dos sobreviventes é afetada. Alguns recebem habilidades físicas ou mentais e são chamados de ases, outros sofrem transformações grotescas e tornam-se coringas. Ases e curingas vivem em constante conflito e no meio deste conflito encontram-se os limpos (que não foram afetados pelo vírus) e alguns alienígenas.

O Astrônomo é o grande vilão de Apostas mortais: Wild Cards – Livro 3 (Leya, 400 páginas) e talvez da série toda. Prometeu vingança ao grupo que desmantelou sua gangue de maçons e não descansará enquanto não se der por satisfeito. Comanda sacrifício de jovens mulheres para ganhar maiores níveis de energia e controlar um arsenal de habilidades que o deixam à beira da imortalidade.

“— Sabe que dia é hoje?
— Dia do Carta Selvagem. Todo mundo sabe disso. — Spector pegou as calças de veludo cotelê do chão.
— Sim, mas também é outra coisa. O Dia do Juízo Final. — O Astrônomo entrelaçou os dedos.
— Dia do Juízo Final? — Ele vestiu as calças. — Do que você está falando?
— Daqueles desgraçados que arruinaram meu plano. Intervieram em nosso verdadeiro destino. Impediram que dominássemos o mundo. — Os olhos do Astrônomo reluziam. Havia uma loucura neles que nem mesmo Spector tinha visto antes. — Mas há outros mundos. Este aqui não esquecerá tão cedo do meu tiro de misericórdia nos malditos que ficaram no meu caminho.”

Para alcançar seus objetivos o Astrônomo obrigará alguns asseclas arrependidos a tomarem partido nesta empreitada. Passa a amedrontar Spector (pode matar apenas com o olhar), e a incitar o ódio que Roleta (envenena o parceiro durante o sexo) carrega por Dr.Tachyon, afinal muitos o culpam por serem como são, querem vingança e só vão sossegar com o alienígena morto.

“— Ah, minha preciosa. É assim que você se esconde de sua alma? Minha pequena tola. Você deveria abraçar o ódio, lambê-lo, comê-lo, deleitar-se com ele. Estou lhe oferecendo uma oportunidade única de vingança. Para retribuir a perda com dor...
... E o fluxo de memória voltou. A coisa deformada nojenta que jazia entre suas pernas. O resultado líquido de tantas horas de parto doloroso. Um monstro tão grotesco que até mesmo as enfermeiras odiaram tocá-lo.”

Como podem perceber, “vingança” está no prato do dia. Entre os componentes do grupo que enfrentou o Astrônomo temos Fortunato (amplia seus poderes através do prazer). Provavelmente é o único com poder para equiparar-se com o vilão.

“Fortunato sentiu as pernas saírem do chão e dobrarem-se em posição de lótus. Os dedões tocaram os indicadores e pousaram sobre os joelhos. Ele sentiu como se o orgasmo final... ainda estivesse acontecendo. Quando ela o abraçou e lançou o poder de volta para dentro dele, foi como explodir em átomos e se reunir com o universo inteiro dentro dele. Sentia-se como o centro do sol, com as labaredas de energia saindo dele de forma incontrolável. Sentia como se nunca fosse acabar.”

Nos primeiros dois romances o universo de Wild Cards foi sendo criado, o mosaico ia se expandindo inúmeras vezes, as histórias se tocavam em alguns pontos, mas também se afastavam. Neste já podemos notar a convergência, as inúmeras conexões se confundindo como uma rede neural. Gostei mais, pois agora se tornou uma história única com vários envolvidos. Cada capítulo é uma determinada hora do dia e o desenrolar da trama acontece em 24 horas – mortes, revelações, conflitos, guerra.

Lembrando que a saga se iniciou nos anos 80, é impossível não compará-la às HQs de heróis da Marvel e da DC, que parecem quase pueris comparados a esta. Sou capaz de imaginar o rebuliço causado dentro das redações e departamentos de criação ao notar o sucesso de Wild Cards. Esta mudança de paradigma, alteração para uma temática voltada ao público adulto, redundaria em “Watchmen” do mago Alan Moore. Mas aí já é outra história.

site: Leia mais em: http://www.lerparadivertir.com/2017/05/wild-cards-03-apostas-mortais-editado.html
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Theus 15/01/2016

Sem dúvidas, o melhor da primeira tríade.
Se tem algo que aprendi com a escrita nesse livro é que trabalho em grupo pode realmente funcionar divinamente.

Esqueça tudo o que pode ter te aborrecido no volume um ou dois da série, com relação ao modelo de escrita ou autores específicos. Nesse até mesmo a escrita arrastada do Victor Milán fica interessante (Talvez porque a Ira é uma diva, mas enfim).

Não imagino o quanto deve ter sido difícil ter editado um livro onde há mais de 6 histórias paralelas que se unem em uma linha cronológica de 24 horas. Se você (for um chato) não gostar da história, pelo menos terá que admitir que a escrita da de dez a zero em muitos romances pop da atualidade.

Sobre as personagens:

Fortunato: não achei que fosse possível, mas comecei a gostar desse "puto". Fica claro que ele foi preparado desde o começo para protagonizar nesse desfecho da tríade.

Ira: a falecida garota fantasma que me apaixonei tanto volta como uma ladra maravilhosa. Só gostaria que ela fosse escrita por um autor menos enrolado.

Kid dinossauro: muito amor, mas chorei, apenas.

Jack: Feliz em saber que há uma personagem homossexual nesse universo, mas que infelizmente foi relacionado ao HIV, como costumava acontecer na época em que o livro foi escrito (mas enfim).

O restante também me surpreendeu muito e renderam ótimas passagens. Hiram conservador, mas muito justo e Peregrina danadinha.

Se você ainda não leu, leia!
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Luiza.Thereza 04/10/2015

Apostas Mortais
Quarenta anos se passaram desde a infestação do xenovírus takisiano que ficou conhecido como Cartas Selvagens. O Dia da Carta Selvagem será comemorado com um grande desfile e com uma festa imensa... E eis que surge aquela pulga atrás da orelha gritando: "Isso não vai prestar..."

O mais legal foi entender, de fato, como a série funciona: a coleção, composta, até o momento, por 12 livros, foi escrita de modo a montar três arcos fechados e distintos (um de três livros, um de quatro e um de cinco)... Infelizmente isso pode significar uma demora no lançamento dos próximos livros da série... :(

site: http://www.oslivrosdebela.com/2015/01/wild-cards-apostas-mortais-george-r-r-martin.html
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guilhermewells 01/09/2015

Fim Excelente de um Ciclo
Bem, vamos lá. Já escrevi sobre os dois primeiros livros, o segundo muito positivamente. E nesse não foi diferente. Enquanto o primeiro passavam-se anos, no segundo meses ou semanas, esse se passa em apenas um dia. A troca de personagens possui um ritmo excelente, bem casado e montado. A leitura raramente fica cansativa, salvo alguns núcleos meio sem importância em alguns momentos. Isso tudo considerando que não foram bem meus personagens preferidos a dominarem essa trama. Não vou dizer que a história em si foi tão interessante, mas a forma como ela foi orquestrada elevou tudo a alto nível. Para um universo com domínios gigantescos esse ficou bem preso a uma trama básica, por sorte todo o resto compensou essa trama simples.
Se você gostou do anterior, recomendo muito esse. Planejo assim continuar lendo a saga.
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Gildo 01/08/2015

Mosaico de ases e curingas
No pósfácio do terceiro volume de Wild Cards (Apostas Mortais), George Martin explica a obra: é um mosaico, avançando sobre o conceito de 'mundo compartilhado' de editoras como a Marvel e a DC, em que heróis e vilões coexistem no mesmo espaço, encontrando-se e criando crossovers todo o tempo.

Ao ler a obra, vemos porque este conceito é levado a outro nível pelo escritor de Game of Thrones. Trata-se de uma mesma cidade, Nova Iorque, com personagens já conhecidos e outros novos, e tudo se passa no mesmo dia (o aniversário de 40 anos do vírus Carta Selvagem). Para organizar as histórias, os capítulos são divididos em horas. A cada hora, vemos pontos de vista diferentes sobre o que está acontecendo na cidade. Uma trama-mestre, envolvendo o vilão revelado no volume II envolve praticamente todos os personagens, o que cria um clímax sensacional nas últimas páginas.

O trabalho de edição de Martin é sensacional. São vários escritores trabalhando com diversos personagens simultaneamente. Cada um caminha em determinada direção, mas eles se encontram e suas histórias são coerentes e mantêm características próprias. Assim, tem-se mais velocidade no próprio texto para alguns personagens e um ritmo mais contemplativo e filosófico para personas mais profundas.

Martin é cruel nos assassinatos de Game of Thrones. E não seria muito diferente com Wild Cards. Ases e curingas morrem às pencas, alguns de maneira bastante cruel - neste volume mais do que nos outros. Mas isso parece ser o principal bastião de realidade dentro da sensacional ficção criada na série. A morte é sempre real, mesmo para heróis ou vilôes. Some-se a isso um excepcional talento para desenvolver personagens aprofundados e interessantes, como o cafetão Fortunato, dono de um código de ética complexo. Ou um dos ases que 'está no armário' e revela isso de maneira bastante sutil. São detalhes, pequenices no meio de um treminhão de aventura. É o melhor dos três primeiros livros. Que venham os próximos.
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Leonardo787 24/01/2015

Um dia puxado
Putarias à parte, foi uma boa aventura.
Esperava mais participação do Croyd.
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Rodrigo 05/01/2015

Wild Cards Vol 03
Este terceiro volume com os acontecimentos após a tentativa de invasão da Terra arquitetada por uma sociedade secreta. Fala da vingança do vilão chamado Astrônomo contra os Ases que frustraram seus planos. Há morte, sexo e muito mistério. Foi o melhor dos três volumes lançados desta série até agora. Muito interessante o fato deste livro ter sido escrito por diversos autores que ou criaram os personagens ou cuidaram do cenário onde as histórias se desenvolveram, é o que o organizador George R. R. Martin chamou de romance mosaico.
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Ricwill 26/10/2014

façam suas apostas!
Muito bom este terceiro livro, uma aventura que engloba quase todos os principais personagens criados nos dois primeiros livros. Alguns pontos ainda estão obscuros, mas acredito que isso acontece devido ao estilo de cada escritor. Estou muito ansioso para saber o que vem por ai. nota 8,5
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